Marcelo Freixo alerta: Eleições de 2022 no Rio serão batalha entre democracia e crime organizado

Sobre o escândalo envolvendo a prisão do secretário estadual de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro, Raphael Montenegro, há, pelo menos, duas perguntas objetivas.
Se o governador Cláudio Castro sabia desde a semana passada sobre o inquérito da Polícia Federal e da investigação do Ministério Público, conforme matéria do jornal O Globo, por que não o exonerou imediatamente?
As visitas de Montenegro aos líderes do tráfico e suas tratativas com os criminosos começaram a ser percebidas pela PF no final de maio. Desde então, ele negociou diretamente diversas vezes o retorno ao Rio dos traficantes em troca de uma suposta trégua. O governador também não sabia dessa política do seu secretário em movimentação tão perigosa para a segurança pública do estado?
O deputado federal Marcelo Freixo, do PSB-RJ, e líder do Bloco da Minoria na Câmara, aponta outros fatos extremamente graves analisando os dados, o noticiário sobre a prisão, as gravações e atos de Raphael Montenegro, que agora começam a ser revelados.
Freixo alerta:
– A descoberta das ligações da cúpula do governo Cláudio Castro com tráfico de drogas mostra que as eleições de 2022 no Rio não serão uma disputa entre direita e esquerda. Será uma batalha entre democracia e o crime organizado que há anos governa nosso Estado.
Nas suas páginas e perfis nas redes sociais, o deputado reafirma a importância e a prioridade no enfrentamento ao crime organizado para a reconstrução do estado e explica as razões:
– A máfia que está no poder há anos no Rio de Janeiro é resultado da ligação entre o domínio territorial do crime organizado e a corrupção no sistema político. Essa sociedade entre crime e política está na origem dos problemas vividos pela população, principalmente pelas famílias pobres.
Segundo Marcelo Freixo, 57% da população da capital vive em áreas dominadas pelo tráfico de drogas e pela milícia. São 3,7 milhões de pessoas. Em termos de território, o crime organizado domina em 60% dos bairros da cidade. A maior parte, nas periferias e favelas.
– Esse controle territorial é transformado em capital eleitoral, que os bandidos negociam com políticos corruptos dispostos a se associar ao crime organizado para ampliar seus poderes. Em troca, as portas do governo são abertas para milicianos e traficantes. Chega! – afirmou.
O PSB-RJ seguirá acompanhando as investigações e cobrando respostas e ações do governo do estado.
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